Breno Lima, da equipe Crazy Dog, afirma que foi surpreendido com um soco no rosto antes mesmo de qualquer identificação. Após reconhecerem quem ele era, policiais teriam pedido desculpas e deixado o local.
O treinador de boxe Breno Lima, da equipe Crazy Dog, relatou nesta manhã um episódio que classificou como humilhante e covarde durante uma abordagem policial em Salvador. Segundo ele, que está na capital baiana acompanhando seus atletas na disputa do Campeonato Baiano de Boxe, tudo aconteceu quando foi surpreendido por uma guarnição da Polícia Militar.
De acordo com o relato de Breno, ele acreditou que se tratava de uma abordagem de rotina, mas afirma que foi recebido com agressividade e que acabou sendo atingido por um soco no rosto antes mesmo de qualquer procedimento de identificação.
Ainda segundo o treinador, após verificarem sua identidade e constatarem que não havia qualquer irregularidade, os policiais teriam pedido desculpas pela situação e deixado o local.
Indignado com o ocorrido, Breno utilizou suas redes sociais para tornar público o episódio. Em suas publicações, demonstrou revolta com a forma como, segundo ele, foi tratado e classificou a ação como um ato de covardia.
Conhecido no meio esportivo pela atuação à frente da equipe Crazy Dog e pelo trabalho desenvolvido com atletas de boxe, Breno afirmou que gostaria de ter a oportunidade de enfrentar os agentes envolvidos em uma luta justa, sem a proteção da farda e dentro das regras do esporte que pratica.
“Respeito a Polícia Militar, mas me senti desrespeitado como cidadão. Gostaria que aqueles que me agrediram tivessem a mesma coragem sem a farda, em uma luta justa e dentro das regras”, declarou em uma publicação nas redes sociais.
O caso repercutiu entre atletas, alunos e seguidores do treinador, que manifestaram apoio e cobraram esclarecimentos sobre a abordagem. Até o momento, não houve posicionamento oficial da corporação sobre as acusações relatadas por Breno Lima.
O episódio reacende o debate sobre a condução de abordagens policiais e a necessidade de que toda ação seja realizada dentro dos princípios da legalidade, proporcionalidade e respeito aos direitos dos cidadãos.

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