quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Sinha de Jacarecy: uma trajetória marcada por experiência, trabalho e força no Legislativo de Camacã

 






Ao longo de sua trajetória como vereador de Camacã, Sinha de Jacarecy consolidou seu nome como uma das figuras de destaque do Legislativo municipal. Com experiência, articulação e conhecimento da realidade do município, o parlamentar vem construindo uma caminhada marcada pela participação ativa na vida política local.

À frente da Câmara Municipal, Sinha também demonstrou capacidade de liderança e habilidade para conduzir os trabalhos do Legislativo, características que fortaleceram seu espaço entre os vereadores e deram ainda mais projeção ao seu nome.

Para seus aliados, a competência, a experiência e a capacidade de diálogo estão entre os principais atributos que explicam a força política construída por Sinha ao longo dos anos. Sua atuação é vista como a de um vereador que conhece de perto as demandas da população e entende a responsabilidade de representar Camacã.

A disputa pela condução do Legislativo municipal, entretanto, também envolve questões jurídicas. Em dezembro de 2025, a Justiça suspendeu os efeitos da eleição antecipada da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, realizada em outubro daquele ano. A decisão determinou a suspensão do resultado até nova deliberação judicial.

Com o cenário ainda em movimentação, as próximas articulações entre os vereadores deverão definir os rumos da presidência da Câmara e da composição da Mesa Diretora

Mais do que ocupar uma cadeira no Legislativo, Sinha de Jacarecy construiu uma trajetória baseada na presença política e na disposição para participar das decisões que impactam diretamente o município.

Com uma história já consolidada na política de Camacã, Sinha segue como um nome de peso no cenário municipal e demonstra que experiência, liderança e trabalho continuam sendo diferenciais importantes para quem ocupa uma função de responsabilidade no Legislativo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Depois do "pingadinho", Wagner chama emenda a município de desperdício*









Jaques Wagner já tinha revelado, em reunião com prefeitos da própria base, que via a distribuição de emenda a cada um dos 417 municípios baianos como um "pingadinho", termo usado por ele para justificar por que concentrou recursos em aliados estratégicos, caso do governador Jerônimo Rodrigues. Na sabatina da TV Aratu, o senador foi além.


Questionado sobre a comparação com Angelo Coronel, que destinou emenda a mais de 400 municípios baianos, o apresentador perguntou de forma direta se Wagner era contra os municípios da Bahia. A resposta começou com uma negativa, mas terminou em outro lugar. Wagner admitiu contrariedade ao que chamou de exagero na destinação de emendas, prática que, segundo ele, deu lastro à corrupção e ao desperdício de dinheiro público.


A frase transforma o que antes soava como estratégia pessoal em posição declarada. Não se trata mais só de escolha sobre onde concentrar recurso, é um julgamento sobre o modelo. Para Wagner, atender grande número de município com emenda deixou de ser prioridade de mandato e virou sinônimo de mau uso do orçamento público.


O próprio Wagner é hoje alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura repasse milionário e suspeita de apartamento recebido de ex-sócio do Banco Master em troca de atuação favorável ao banco no Senado. Quando o próprio senador que busca reeleição descreve a chegada de recurso à prefeitura como desperdício, o efeito prático é reforçar o mesmo sentimento que já levou parte da base petista a declarar apoio a Coronel nas últimas semanas: o gestor municipal se vê tratado como detalhe secundário de uma estratégia pensada para outro lugar.

Contas de 2024 entram no centro do debate após registros de anulação de empenhos no último dia do mandato

 










Documentos oficiais disponíveis no sistema de transparência do Município mostram que diversos empenhos e liquidações foram registrados como “anulação de liquidação” no dia 31 de dezembro de 2024, último dia do exercício financeiro e também da gestão anterior.

O registro chama atenção porque o cancelamento de empenhos e liquidações no encerramento do exercício pode alterar a forma como determinadas despesas aparecem na contabilidade municipal. Por isso, os documentos levantam questionamentos que interessam diretamente à população: quais despesas foram anuladas, por que os cancelamentos ocorreram justamente no último dia do ano e qual foi o impacto desses procedimentos sobre o fechamento das contas de 2024?

Entre os registros aparecem fornecedores e empresas como Bruno A. dos Santos Eireli, TRRR Saneamento e Gestão Ambiental Ltda., S.J. Assessoria Municipal Contábil e Informática Ltda., Coelba e Inagesp Instituto Nacional de Apoio à Gestão Pública, entre outros.

Um dos pontos que chama atenção está relacionado aos valores apresentados no sistema. Em determinado registro, por exemplo, aparece um “Valor Global” de R$ 646.452,41, enquanto a relação referente ao fornecedor Bruno A. dos Santos Eireli apresenta “Valor Global” de R$ 105.488,00.

Questionamentos sobre o encerramento das contas

A discussão não se limita à existência dos registros de anulação. O principal ponto é compreender como essas operações influenciaram a situação financeira do Município no encerramento do exercício.






Entre as questões levantadas estão: havia recursos disponíveis para o pagamento dessas obrigações? Os serviços foram efetivamente prestados? Os produtos foram entregues? As despesas foram posteriormente reconhecidas ou permaneceram fora do fechamento contábil?

Segundo as informações apresentadas, a atual gestão, comandada pelo prefeito Hermano Bambu, teria tomado conhecimento dessas situações alguns meses após assumir o governo. A partir de abril e maio de 2025, fornecedores teriam procurado o Município para cobrar valores relacionados a serviços e fornecimentos realizados em 2024.

Diante dessas cobranças, a administração atual precisou buscar informações e compreender o que havia ocorrido com as despesas registradas no encerramento do exercício anterior.

Transparência e acesso aos documentos

O caso reforça a importância de que os registros contábeis sejam acompanhados e explicados de forma acessível à população. A existência dos documentos no sistema de transparência permite que qualquer cidadão consulte os registros e acompanhe a movimentação das contas públicas.

O questionamento central permanece: qual foi o impacto das anulações realizadas em 31 de dezembro de 2024 no fechamento das contas da gestão anterior?

A resposta depende da análise detalhada de cada empenho, liquidação, fornecedor e obrigação envolvida, além da manifestação dos responsáveis pela gestão à época.

Mais do que apontar irregularidades sem conclusão, os documentos colocam em pauta a necessidade de esclarecimentos públicos sobre os procedimentos adotados no encerramento das contas de 2024 e sobre eventuais consequências financeiras deixadas para a administração seguinte.