sábado, 25 de julho de 2026

Hospital Cristo Redentor é selecionado para integrar projeto nacional de diagnóstico do câncer











O Hospital Cristo Redentor, unidade administrada pela Fundação José Silveira, foi selecionado para integrar o Projeto Super Centro Brasil para Diagnóstico do Câncer, Eixo 2, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação e qualificação do diagnóstico oncológico por meio de tecnologias inovadoras.

A inclusão da unidade foi validada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e representa um importante reconhecimento à estrutura, à capacidade assistencial e ao trabalho desenvolvido pelo hospital na atenção especializada a pacientes com câncer.

Com a participação no projeto, o Hospital Cristo Redentor passa a integrar uma rede nacional voltada ao aprimoramento do diagnóstico oncológico, com recursos como a digitalização de amostras e o uso de telelaudos. A iniciativa deve contribuir para ampliar o acesso da população a exames mais rápidos e precisos, fortalecendo a assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A conquista também reforça a evolução da assistência oncológica em Itapetinga e municípios da região. O hospital está próximo de completar um ano de funcionamento do Ambulatório de Oncologia, período em que ampliou a oferta de consultas especializadas, atendimento ambulatorial e sessões de quimioterapia.

A expansão dos serviços tem contribuído para reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para outros municípios em busca de atendimento especializado. Com a integração ao projeto nacional, o Hospital Cristo Redentor fortalece ainda mais sua atuação na área de oncologia e o compromisso da Fundação José Silveira com uma assistência cada vez mais especializada, resolutiva e humanizada.

Magno Lavigne tem candidatura homologada e defende unidade do campo progressista nas eleições de 2026










A convenção estadual da Federação PSOL-Rede, realizada às 14 horas desta sexta-feira (24), no Fiesta Bahia Hotel, no bairro do Itaigara, em Salvador, homologou a candidatura de Magno Lavigne ao cargo de deputado estadual pela Rede Sustentabilidade nas eleições de 2026.


Em entrevista à imprensa, Magno Lavigne destacou que a construção da unidade do campo progressista continua sendo um desafio central para o processo eleitoral. Segundo ele, essa convergência deveria ter sido construída ainda no primeiro turno.


O pré-candidato ponderou que, embora essa unidade não tenha sido possível neste momento, a Federação PSOL-Rede deve continuar empenhada na construção do diálogo e na busca permanente de entendimentos, especialmente diante de uma eventual disputa em segundo turno.


Magno ressaltou que não concorda com as críticas que setores da esquerda fazem ao Governo do Estado e afirmou que elas não devem se sobrepor ao compromisso de enfrentar a direita. Para ele, não se pode deixar de reconhecer os inegáveis avanços obtidos nos governos do PT, especialmente nas áreas da saúde, educação, agricultura familiar e infraestrutura.


Para o pré-candidato, o principal adversário político é a direita, que, na Bahia, é representada por ACM Neto e seu grupo. A partir desse entendimento, segundo Magno, o diálogo deve ser preservado, com o objetivo de garantir que todo o campo progressista esteja unido quando as circunstâncias exigirem.


Magno Lavigne também afirmou que a responsabilidade da Federação extrapola o período eleitoral e passa pela construção de uma agenda política capaz de reunir forças democráticas em defesa da democracia, da justiça social e do desenvolvimento sustentável para a Bahia.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

ESTADO DA BAHIA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DA BAHIA (FIEB) *NOTA CONJUNTA* *Em defesa da indústria baiana diante das tarifas adicionais de 25% e 12,5% impostas pelos Estados Unidos*

 








Salvador, 24 de julho de 2026.


O Estado da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) vêm a público manifestar, conjuntamente, sua firme contrariedade à tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, em vigor a partir de 22 de julho de 2026, como desfecho da investigação conduzida sob a Seção 301 do Trade Act de 1974. Trata-se de medida unilateral que penaliza relações comerciais construídas ao longo de décadas, atinge cadeias produtivas integradas entre os dois países e transfere - de forma arbitrária e sem justificativa plausível - seus custos a trabalhadores, empresas e consumidores, ferindo os princípios da economia de mercado defendida pelos EUA.


Adicionalmente, manifestam profunda preocupação com a nova tarifa consignada pelo governo do presidente Donald Trump anunciada ontem (23 de julho de 2026), no âmbito de um novo tarifaço global voltado a cerca de 60 parceiros comerciais sob a justificativa de fiscalização insuficiente de trabalho forçado. Nessa nova medida, o Brasil foi enquadrado na alíquota máxima de 12,5%, acumulando novas sanções comerciais que se somam aos 25% já vigentes.









Para a Bahia, o impacto é direto e mensurável. Com base nas exportações de 2025, US$ 273,1 milhões permanecem sujeitos à tarifa, o que corresponde a 33,2% dos US$ 821,4 milhões exportados pela Bahia aos Estados Unidos no ano, cerca de 1/3 da pauta. Pela classificação setorial oficial, a medida é uma tarifa sobre a indústria baiana, concentrada em três cadeias que respondem por quase 90% do valor afetado: papel e celulose, borracha e plásticos e produtos químicos. De acordo com os dados da pauta de 2025, 33,2% da pauta está tarifada, com teto estimado em 40,4%, consideradas as condicionantes previstas em parte das isenções, cuja aplicação depende do uso declarado do produto. Além disso, tem efeito significativo sobre as exportações da cadeia de calçados e couro, grande geradora de empregos no interior do estado.


*Apoio à negociação e pleitos prioritários*

Estado da Bahia e FIEB manifestam integral apoio ao Governo Federal na condução das tratativas diplomáticas e técnicas com os Estados Unidos e defendem que a via negociada permaneça como caminho prioritário para a superação do impasse. Nesse esforço, apresentam como pleitos prioritários da Bahia:

• a reinclusão da celulose solúvel (HTSUS 4702.00.00) na lista de isenções, dada a sua condição de principal produto da pauta baiana, a incoerência de seu tratamento diante da isenção concedida às demais celuloses e o prejuízo já verificado nas exportações do produto;

• a inclusão dos pneumáticos e dos produtos químicos e petroquímicos do polo industrial de Camaçari nas próximas rodadas de negociação para a lista de exceções, segmentos intensivos em investimento e emprego cuja perda de mercado já está demonstrada nos dados de 2025, bem como a adoção de medidas para a proteção do mercado interno desses setores, tais como a aplicação de alíquotas de importação e antidumping para produtos petroquímicos e estabelecimento de preço de referência para pneumáticos;

• a preservação das isenções já conquistadas, que alcançam cadeias relevantes para o estado, como celulose branqueada, cacau e derivados, combustíveis, fruticultura irrigada e café.


*Compromisso conjunto*

O Estado da Bahia e a FIEB atuarão de forma coordenada e permanente na defesa da indústria baiana, com base em evidências técnicas e em diálogo constante com o setor produtivo. O objetivo comum é preservar mercados construídos ao longo de décadas de investimento e trabalho, proteger empregos e renda e apoiar o Governo Federal na busca de uma solução amigável, célere e duradoura.


Para fortalecer esse trabalho, as empresas afetadas são convidadas a comunicarem ao Estado da Bahia e à FIEB os efeitos da medida sobre pedidos, contratos, produção e empregos. Essas informações compõem a base de evidências que sustentará os pleitos da Bahia nas negociações.


*Jerônimo Rodrigues*

_Governador do Estado da Bahia_

*Carlos Henrique Passos*

_Presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia_