sexta-feira, 28 de agosto de 2026

De Coração de Maria ao Senado: a trajetória de Angelo Coronel*









Aos nove anos, um menino deixou Coração de Maria para estudar em Salvador. Na mala, pouca coisa. Na formação, o exemplo de uma mãe professora e a presença constante do pai, a certeza, vinda de casa, de que educação abre caminho. Essa distância ensinou cedo o valor do trabalho e da responsabilidade. Décadas depois, aquele menino se tornaria engenheiro, empresário, prefeito, deputado e hoje ocupa uma cadeira no Senado da República: Angelo Coronel.


A trajetória começou na sala de aula, como professor particular de matemática e física, antes de se formar em engenharia e abrir a própria empresa. Da experiência de empreender nasceu a entrada na política, primeiro como prefeito de Coração de Maria. Foi ali, na porta de uma prefeitura do interior, que Coronel aprendeu onde a vida realmente acontece: na mãe que busca atendimento para o filho, na comunidade que cobra uma creche, no agricultor que precisa de estrada para escoar a produção.


A própria vivência definiu o mandato no Senado, conquistado com quase quatro milhões de votos baianos. Como relator da proposta que passou a exigir cacau de verdade no chocolate, Coronel defendeu produtores e municípios que dependem da atividade cacaueira. Autor da proposta que reduz a contribuição previdenciária de pequenas prefeituras, abriu espaço no orçamento municipal para saúde, educação e infraestrutura. Como relator do orçamento da União, garantiu recursos para o programa Gás do Povo e para o Minha Casa, Minha Vida, decisões que chegam à mesa e ao teto de milhares de famílias.


Ao lado de ACM Neto na aliança "Unidos para Mudar a Bahia", Coronel carrega para a nova etapa a mesma bússola que trouxe do interior: presença onde o poder público costuma faltar. Não é a promessa de um caminho sem obstáculo, mas assumir o compromisso de enfrentar cada um deles, com a experiência de quem já administrou cidade com recurso limitado e cobrança diária.


Da sala de aula à Câmara, da prefeitura ao Senado, a história de Angelo Coronel se resume em direção: de gente para gente. O senador da gente.

*A resposta que o Congresso já tinha para o dilema que trava o STF*










O STF adiou nesta quinta-feira (27/8) o julgamento que decide se motoristas de aplicativo mantêm vínculo empregatício com plataformas como Uber e Rappi. Sem data marcada, o caso ficou para trás na fila, atrás da discussão sobre o Marco Civil da Internet e o impasse segue aberto para os cerca de 1,7 milhão de motoristas de aplicativo, segundo dados oficiais recentes divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


A indefinição expõe um vazio identificado pelo Senado quatro anos antes. Em 2021, Angelo Coronel apresentou o Projeto de Lei 2842, com uma saída que hoje parece antecipação: garantia previdenciária ao motorista, sem transformar o vínculo em encargo trabalhista pleno para as empresas. Pelo texto, a plataforma recolhe contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com base em um salário mínimo, e o profissional permanece como contribuinte individual, sem carteira assinada, mas com proteção assegurada.


De um lado, empresas resistem a qualquer reconhecimento trabalhista sob o argumento da livre iniciativa. Do outro, decisões da Justiça do Trabalho impõem vínculo integral e ameaçam o próprio modelo de aplicativos. Coronel encontrou o meio-termo entre esses dois pontos: previdência garantida, flexibilidade preservada e transparência total para o consumidor sobre cada valor cobrado.


O entrave que faz o projeto não andar vem da política. Desde 2022, o PL 2842 aguarda apenas designação de relator na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. Nenhuma controvérsia justifica a paralisação, mas boa vontade para tirar o texto da gaveta.


Enquanto ministros discutem se cabe ao Judiciário decidir o futuro de uma categoria inteira, Coronel repete um argumento simples: isto é assunto de Congresso, não de Corte. E o Senado, ao contrário do silêncio em torno do projeto, tem a resposta pronta há quatro anos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Sinha de Jacarecy: uma trajetória marcada por experiência, trabalho e força no Legislativo de Camacã

 






Ao longo de sua trajetória como vereador de Camacã, Sinha de Jacarecy consolidou seu nome como uma das figuras de destaque do Legislativo municipal. Com experiência, articulação e conhecimento da realidade do município, o parlamentar vem construindo uma caminhada marcada pela participação ativa na vida política local.

À frente da Câmara Municipal, Sinha também demonstrou capacidade de liderança e habilidade para conduzir os trabalhos do Legislativo, características que fortaleceram seu espaço entre os vereadores e deram ainda mais projeção ao seu nome.

Para seus aliados, a competência, a experiência e a capacidade de diálogo estão entre os principais atributos que explicam a força política construída por Sinha ao longo dos anos. Sua atuação é vista como a de um vereador que conhece de perto as demandas da população e entende a responsabilidade de representar Camacã.

A disputa pela condução do Legislativo municipal, entretanto, também envolve questões jurídicas. Em dezembro de 2025, a Justiça suspendeu os efeitos da eleição antecipada da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, realizada em outubro daquele ano. A decisão determinou a suspensão do resultado até nova deliberação judicial.

Com o cenário ainda em movimentação, as próximas articulações entre os vereadores deverão definir os rumos da presidência da Câmara e da composição da Mesa Diretora

Mais do que ocupar uma cadeira no Legislativo, Sinha de Jacarecy construiu uma trajetória baseada na presença política e na disposição para participar das decisões que impactam diretamente o município.

Com uma história já consolidada na política de Camacã, Sinha segue como um nome de peso no cenário municipal e demonstra que experiência, liderança e trabalho continuam sendo diferenciais importantes para quem ocupa uma função de responsabilidade no Legislativo.