sábado, 13 de junho de 2026

NOVA CANAÃ: APROVAÇÃO DE DOI ROCHA CHEGA A 73,1% E REFORÇA CONFIANÇA DA POPULAÇÃO NA GESTÃO










Levantamento aponta ampla aprovação da administração municipal após 18 meses de governo, refletindo a avaliação positiva dos moradores sobre as ações e investimentos realizados no município.

Uma pesquisa de opinião pública realizada em Nova Canaã revelou que o prefeito Doi Rocha alcançou 73,1% de aprovação nos primeiros 18 meses de sua gestão. O resultado demonstra o reconhecimento da população ao trabalho desenvolvido pela administração municipal desde o início do mandato.

O índice expressivo reflete a percepção positiva dos moradores em relação às ações executadas em diferentes áreas da cidade. Investimentos em infraestrutura, serviços públicos e a presença constante da gestão junto às comunidades são apontados como fatores que contribuíram para a boa avaliação do governo.

A marca alcançada fortalece a confiança da população na condução do município e evidencia a aprovação das iniciativas adotadas pela administração ao longo do período. O resultado também representa um importante indicador da relação entre a gestão municipal e os cidadãos.

Com a aprovação registrada pela pesquisa, a administração segue com o desafio de manter o ritmo de trabalho, ampliar as conquistas e atender às demandas da população nos próximos meses, buscando consolidar os avanços já alcançados em Nova Canaã.

TREINADOR DE BOXE DE ITABUNA DENUNCIA AGRESSÃO DURANTE ABORDAGEM POLICIAL EM SALVADOR E DESAFIA AGENTES PARA “LUTA JUSTA"










Breno Lima, da equipe Crazy Dog, afirma que foi surpreendido com um soco no rosto antes mesmo de qualquer identificação. Após reconhecerem quem ele era, policiais teriam pedido desculpas e deixado o local.

O treinador de boxe Breno Lima, da equipe Crazy Dog, relatou nesta manhã um episódio que classificou como humilhante e covarde durante uma abordagem policial em Salvador. Segundo ele, que está na capital baiana acompanhando seus atletas na disputa do Campeonato Baiano de Boxe, tudo aconteceu quando foi surpreendido por uma guarnição da Polícia Militar.

De acordo com o relato de Breno, ele acreditou que se tratava de uma abordagem de rotina, mas afirma que foi recebido com agressividade e que acabou sendo atingido por um soco no rosto antes mesmo de qualquer procedimento de identificação.

Ainda segundo o treinador, após verificarem sua identidade e constatarem que não havia qualquer irregularidade, os policiais teriam pedido desculpas pela situação e deixado o local.

Indignado com o ocorrido, Breno utilizou suas redes sociais para tornar público o episódio. Em suas publicações, demonstrou revolta com a forma como, segundo ele, foi tratado e classificou a ação como um ato de covardia.

Conhecido no meio esportivo pela atuação à frente da equipe Crazy Dog e pelo trabalho desenvolvido com atletas de boxe, Breno afirmou que gostaria de ter a oportunidade de enfrentar os agentes envolvidos em uma luta justa, sem a proteção da farda e dentro das regras do esporte que pratica.




“Respeito a Polícia Militar, mas me senti desrespeitado como cidadão. Gostaria que aqueles que me agrediram tivessem a mesma coragem sem a farda, em uma luta justa e dentro das regras”, declarou em uma publicação nas redes sociais.

O caso repercutiu entre atletas, alunos e seguidores do treinador, que manifestaram apoio e cobraram esclarecimentos sobre a abordagem. Até o momento, não houve posicionamento oficial da corporação sobre as acusações relatadas por Breno Lima.

O episódio reacende o debate sobre a condução de abordagens policiais e a necessidade de que toda ação seja realizada dentro dos princípios da legalidade, proporcionalidade e respeito aos direitos dos cidadãos.

Quando a voz adoece, mas o Estado não escuta








Milhões de brasileiros trabalham todos os dias com uma ferramenta que nunca aparece no patrimônio de uma empresa, não possui valor contábil e tampouco integra qualquer inventário. Ainda assim, dela depende integralmente o sustento de professores, radialistas, teleoperadores e comunicadores. Essa ferramenta é a voz.


Quando essa voz adoece, contudo, o problema costuma evaporar das estatísticas oficiais, como se a perda da fala fosse um percalço íntimo de cada trabalhador, e não a consequência previsível de condições de labor que se reproduzem em escala nacional. É justamente contra essa invisibilidade que se volta o Projeto de Lei nº 3.993/2023, de autoria do deputado Rogério Correia, que inclui o Distúrbio Vocal Relacionado ao Trabalho na relação das doenças ocupacionais e torna obrigatória a sua notificação. À primeira vista, poderia parecer ajuste de natureza burocrática; é, na verdade, o reconhecimento oficial de uma enfermidade que acompanha em silêncio milhares de trabalhadores brasileiros há décadas.


A própria justificação da proposta parte de uma constatação amplamente documentada pela literatura especializada: professores e teleoperadores figuram entre as categorias mais atingidas pelos distúrbios vocais decorrentes da atividade profissional. O Ministério da Saúde já havia sistematizado esse diagnóstico no Protocolo de 2018, mas a ausência de um mecanismo robusto de notificação manteve o agravo num limbo estatístico que comprometia qualquer resposta de política pública. E aqui reside o ponto nevrálgico, porque a engrenagem da vigilância sanitária depende de um insumo elementar, que é o dado: enquanto uma doença não é notificada de maneira sistemática, ela permanece oficialmente inexistente, e o que o poder público não enxerga raramente se converte em prevenção ou em estratégia capaz de atacar as causas.


É nesse cenário que ganha relevo a atuação de Paulo Magalhães. Designado relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, não lhe cabia rediscutir o mérito sanitário, já assentado pela Comissão de Saúde, mas aferir a compatibilidade da proposta com a Constituição e com a boa técnica legislativa. Poderia ter-se limitado ao cumprimento do rito. Preferiu firmar parecer pela constitucionalidade, pela juridicidade e pela adequada técnica do projeto, acolhendo o substitutivo aprovado pela Comissão de Saúde e ainda oferecendo subemenda de aperfeiçoamento. Com isso, encaminhou a proposição, hoje pronta para pauta, à etapa decisiva de sua tramitação, vencida a análise de constitucionalidade que ainda a separava da votação final nas comissões.


Em um Parlamento habituado às pautas de grande estridência ideológica, a matéria possui natureza diversa. Não rende manchetes inflamadas nem alimenta as trincheiras que costumam organizar o debate público, e talvez por isso mesmo tramite ao largo da atenção que sua relevância recomendaria. Seu efeito, entretanto, é palpável na rotina de quem precisa elevar a voz para ser ouvido por uma turma inteira, de quem passa a jornada diante de um microfone ou de quem repete centenas de vezes o mesmo atendimento ao longo de um expediente. Trata-se de política pública erguida a partir de um problema concreto, e não de uma abstração legislativa.


Para a Bahia, o tema carrega significado particular. Foi de pesquisadores baianos, reunidos em torno da Universidade Federal da Bahia, que partiu, em 2016, um dos esforços científicos decisivos para demonstrar o nexo entre o trabalho e o adoecimento da voz. Dados da própria administração municipal de Salvador, relativos ao período de 2004 a 2007, já atribuíam aos distúrbios vocais metade dos afastamentos e quase metade das readaptações funcionais de servidores. E a Secretaria de Saúde do Estado, pela Portaria nº 274/2023, antecipou-se ao legislador federal ao incorporar o distúrbio entre os agravos de notificação compulsória no território baiano. O estado mantém uma das maiores redes públicas de educação do país, e milhares de seus profissionais convivem cotidianamente com problemas vocais nascidos das condições de trabalho, de modo que o reconhecimento federal viria consolidar um caminho que a Bahia já trilhava.


Na política, costuma-se valorizar o parlamentar que aparece. Menos frequente é reconhecer o parlamentar que viabiliza. O trabalho de relatoria raramente rende fotografia, dificilmente produz discursos memoráveis e quase nunca ocupa o centro do noticiário. Ainda assim, é nesse espaço silencioso que muitas das decisões mais relevantes para a vida cotidiana dos brasileiros acabam sendo tomadas.


O parecer de Paulo Magalhães insere-se exatamente nessa categoria. Não cria uma doença, não produz uma cura e não resolve sozinho o problema. Faz algo anterior e indispensável: permite que o Estado reconheça oficialmente uma realidade que já existia. E, em matéria de saúde pública, reconhecer é o primeiro passo para prevenir.


Durante décadas, milhares de trabalhadores perderam a voz sem que o sistema enxergasse o fenômeno como um problema coletivo. O que o projeto propõe é simples: registrar, medir e compreender. O que Paulo Magalhães ajudou a fazer foi remover um obstáculo institucional para que isso aconteça.


Porque toda política pública começa por uma escolha. E antes de decidir o que proteger, o Estado precisa decidir o que está disposto a ouvir.