sábado, 18 de julho de 2026

Déficit habitacional de 480 mil pessoas exige novos investimentos em moradia na Bahia*








Senador questionou permanência do problema e afirmou que pretende trabalhar para que recursos federais sejam utilizados na construção de casas para famílias sem moradia adequada


O senador Ângelo Coronel criticou a permanência do déficit habitacional na Bahia e defendeu uma articulação política para ampliar os investimentos na construção de moradias no estado. Segundo dados da SEINFRA (Secretaria de Infraestrutura da Bahia) relatados durante o evento Sua Voz é Nossa Voz, realizado na terça-feira (14), em Pau da Lima, cerca de 480 mil pessoas ainda não têm uma casa para morar.


Durante o encontro, o senador chamou atenção para a realidade de famílias que vivem em condições precárias, inclusive sob lonas e em moradias improvisadas.


“Tiveram a oportunidade de fazer e não estão fazendo”, afirmou Coronel.


O senador também questionou a permanência do déficit habitacional diante do longo período de comando político do Estado e da relação institucional entre o Governo da Bahia e o Governo Federal.


“Será que 20 anos não deram para zerar esse déficit de casas, de habitação nesse estado?”, questionou.


Para Coronel, a moradia precisa deixar de ser apenas uma promessa eleitoral e se transformar em uma prioridade concreta de governo. O senador defendeu a utilização de emendas parlamentares para ampliar a construção de casas e afirmou que pretende atuar para enfrentar o problema.


“Nós vamos trabalhar para colocar emenda para zerar, ou seja, não deixar um baiano sem casa para morar”, afirmou.


A proposta apresentada pelo senador prevê a articulação de recursos federais para apoiar uma política de expansão habitacional no estado, com participação do Governo Federal, do Governo da Bahia e das prefeituras.


O déficit habitacional atinge diferentes regiões da Bahia e expõe um dos principais desafios sociais do estado. Para Coronel, a existência de centenas de milhares de baianos sem acesso a uma moradia adequada exige mais do que novas promessas: exige planejamento, recursos e capacidade de execução.


“Não basta dizer que vai fazer. É preciso colocar o dinheiro e fazer acontecer”, resumiu.

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